Deitam-se sob a luz do luar. Olhares apaixonados, juras impossíveis de amor. Os coraçõezinhos batem em perfeita harmonia. Os dedos encaixam-se sistematicamente, perfeitamente. Parecem um só. As palavras baixinhas e tremulas ecoam pela escuridão da noite. Apenas a Lua é cúmplice desse amor juvenil. Os corações aceleram... Os corpos sujos de terra, as camisas molhadas de suor. Era uma noite quente de verão. As palavras voavam com a leve brisa que esvoaçava o cabelo da garota e a fazia parecer um anjo aos olhos do menino. No céu apenas a Lua solitária, Lua cheia e solitária. "O que houve com as estrelas?", "foram dormir?", "Uma vez minha mãe me disse que quando uma estrela some, ela vira uma pessoa.", "então eu era uma estrela que se apaixonou por você e virou eu pra vir ficar com você..."Risadas e silêncio. Um amor simples, puro, ingênuo. Palavras que apenas a Lua escutaria. Pequenas promessas ao pé do ouvido. Olham-se. Olham-se e os olhares dizem coisas que apenas o coração é capaz de entender. Os corações pulam, aceleram, gritam... As faces se aproximam... Olhos nos olhos. Vergonha. Medo. Amor. As faces ficam cada vez mais próximas. A Lua observa encantada. Finalmente os pequenos lábios se encontram no mais profundo gesto da paixão.
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