sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Afogado

Aqui pus-me em pé.
Com água até o pescoço,
Já não havia mais fé,
Na qual buscasse conforto. 
A água subia cada vez mais,
mais e mais e mais
Meus pés não tocavam o chão,
Eu sentia na cabeça as batidas do meu coração.
Olhei para cima e vi a luz,
Brilhava,
A onda me conduz.
Brincava.
De quando em quando tocavam no chão meus dedos,
Sentia-me seguro,
Porém em seguida a água desenhava meus medos.
Estava absorto,
Não apenas na água,
Em pleno conforto. 
Meus pensamentos voavam,
A água me cobria
Minhas fantasias brincavam.
E minha imaginação vagava para o norte,
Como seria a face da morte?

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